Inicialmente chamada
de Escola de Cirurgia da Bahia, foi criada a pedido de Jose Correa Picanço,
pernanbucano, cirurgião da Câmara Real e lente jubilado da Faculdade de
Medicina da Universidade de Coimbra de Portugal, que retornou ao Brasil em
1808.
O pedido de Picanço
foi atendido neste mesmo ano pelo Principe Regente D. João pela decisão régia
de 18 de Fevereiro , expedida pelo Ministro do Reino Don Fernando José de
Portugal ao Capitão-general da Capitania da Bahia João Saldanha da Gama (Conde
da Ponte), cuja instalação se deu vinculada ao Hospital Real Militar da Bahia,
em Salvador, iniciando suas atividades
com apenas duas cadeiras básicas: cirurgia especulativa e prática pelo
cirurgião Manoel Jose Estrela; anatomia e operações cirúrgicas pelo cirurgião
Jose Soares de Castro.
Seguindo as instruções
do cirurgião-mór Jose Correa Picanço, o ensino seguiria a orientação das
escolas da França sendo adotado o
compendio de Monsieur de La Fay e exigida para a realização da matricula o
conhecimento da língua francesa. O curso inicialmente era de quatro anos findos
os quais o aluno requeria uma certidão à escola a qual declarava se ele estava
apto a prestar o exame, e caso fosse aprovado, os documentos eram enviados a
Lisboa para expedição do Diploma.
Até 1815 o corpo da
escola foi constituído basicamente de dois professores e um porteiro. Neste
período foram formados apenas treze médicos cujos estudos complementares foram
feitos na Europa, principalmente na França e na Inglaterra.
O quadro foi aumentado
para sete lentes, um substituto para as cadeiras cirúrgicas, um secretário, um
porteiro e dezessete estudantes que atuavam basicamente na enfermaria do Hospital
da Santa Casa.