Natural de Serrinha no estado da Bahia, Adherbal Villalva Ribeiro nasceu
no dia 04 de Fevereiro de 1914 tendo como pais o farmacêutico Leobino Cardoso
Ribeiro e Leontina Martins Villalva. Foram seus avós paternos o Coronel Joaquim
Cardoso Ribeiro e Maria Carolina do Espírito Santo, ambos de tradicionais
famílias Serrinhenses e maternos o engenheiro civil Saturnino Francisco de
Freitas Villalva e Felisbina Martins Villalva, ele de Mogi Mirim em São Paulo e
ela de Ubá, Minas Gerais.
Passou a infância na sua terra natal e fez os estudos primários sob
orientação da Professora Astrogilda de Paiva Guimarães.
Aos doze anos foi para Salvador matriculando-se no Ginásio da Bahia,
concluindo o curso médio obtendo o grau de Bacharel em Ciências e Letras.
Em 1931 ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia doutorando-se em
1936 com apenas 22 anos de idade.
Foi interno das enfermarias cirúrgicas do Hospital Santa Izabel e da
Maternidade Climério de Oliveira em Salvador, onde se especializou em ginecologia e obstetrícia.
No ano de 1937 iniciou sua carreira médica atuando na clinica do Dr.
André Negreiros Falcão em sua cidade natal, estabelecendo-se no ano seguinte na
cidade vizinha, Conceição do Coité.
No final de 1938 foi a São Paulo em busca de maior aperfeiçoamento e
durante um curso no Instituto Butantã, colegas paulistas o convenceram a conhecer
o interior do estado. Em Catanduva fez amizade com o italiano Victório Mascaro
que era proprietário de uma farmácia da região, Vila Albuquerque (atual
Embaúba), em sociedade com seu cunhado e farmacêutico Fausto Sganzerla.
Iniciou uma modesta clinica atendendo pacientes nas zonas rurais de
Pirangi e Albuquerque e concentrou suas atividades sociais em Catanduva, onde
fez inúmeras amizades, dentre elas as de Raul Cardoso de Sousa, Nahar Soubhia e
do medico Dr. Sylvio Ferreira Pinto que o incentivou a conhecer a região de
Monte Aprazível, onde atuava, cujo sertão se estendia até as barrancas do Rio Paraná.
Em 1939 optou fixar-se na Vila de São João de Nhandejara onde Raul
Cardoso de Sousa já residia e exercia a profissão de dentista.
Instalou-se temporariamente no Nhandeara Hotel de Masao Kobayashi e posteriormente
alugou uma das propriedades de Raul Cardoso de Sousa na rua Rio Branco onde montou o primeiro consultório.
Casou-se em Catanduva em 08 de Fevereiro de 1943 com Emília Mascaro Lorenzino,
sobrinha do amigo Victório Mascaro e filha do médico e farmacologista italiano
Dr. Lorenzo Angiolino Pietro Lorenzino e Vincenza Mascaro e neste mesmo ano alugou outro imóvel de Raul Cardoso de Sousa localizado na esquina das Ruas Rio Branco e 24 de Outubro, para fixar residência.
Em 1944 adquiriu de Jose Issama Shikishima e Sueo Miada uma data com uma pequena casa na esquina defronte, para onde se transferiu com a esposa e o seu primogênito Percival. Neste endereço também instalou sua clínica.
Em 1944 adquiriu de Jose Issama Shikishima e Sueo Miada uma data com uma pequena casa na esquina defronte, para onde se transferiu com a esposa e o seu primogênito Percival. Neste endereço também instalou sua clínica.
Tiveram três filhos nascidos em Nhandeara, Percival (04/12/1943) que se formou em medicina, Pergio
Ivan (24/06/1945) que se formou em direito e Paulo Cesar (16/01/1953) que se formou em engenharia mecânica e civil.
Em 1942 assumiu as funções de Juiz de Paz do Distrito de São João de Nhandejara.
Em 1942 assumiu as funções de Juiz de Paz do Distrito de São João de Nhandejara.
Participou ativamente da luta para a criação do município sendo um dos membros da comissão pró emancipação e em 1º de Janeiro de 1945 teve a honra de
sua nomeação para exercer o cargo de primeiro prefeito. Seu mandato foi prejudicado com vários afastamentos temporários para tratamento de saúde que culminaram com o
pedido de exoneração em 28 de Abril de 1947. No entanto, teve uma gestão profícua para um município recém criado, sendo realizados os primeiros melhoramentos
viários como colocação de guias e sarjetas nas ruas centrais e cascalhamento
das principais vias onde predominavam bancos de areia que se tornavam grandes
lamaçais em períodos chuvosos; a compra do largo situado atrás da igreja
matriz, antes propriedade do Dr. Jose Agostinho Nogueira, dando inicio à construção do jardim neste local, depois conhecido como jardim velho; projeto para a construção do jardim da praça da matriz, executado na gestão Pedro Borges da Silva; reorganização e manutenção da corporação musical, cujos novos instrumentos foram doados por Raul Cardoso de Sousa; construção do aeródromo também
chamado Campo de Aviação em terras adquiridas da família Ribeiro; construção dos matadouros da sede e dos distritos de Magda e Floreal; reforma e ampliação do cemitério; conservação e melhoramento da estrada de ligação de Ida Iolanda a Vila Sena ; abertura da estrada de ligação de Nhandeara às
comunidades de Brioso (atual Gastão Vidigal) e Cabajá (atual Nova Lusitânia);
prolongamento e melhoria da estrada do Bonsucesso com destino a Tanabi e Cosmorama, até a margem do Ribeirão Encaichoeirado, afluente do Rio São José dos Dourados e conclusão da vicinal até Votuporanga em parceria com aquele município; criação do (PAMS) Posto de Assistência Médica Sanitária
de Nhandeara, uma importante conquista conseguida na gestão do governador Dr. Adhemar Pereira de Barros.
Varias ações também foram tomadas para melhoria das condições dos
distritos de Magda e Floreal e do povoamento Ida-Iolanda (atualmente distrito); assistência aos proprietários rurais com a
conservação de estradas e construção de mata-burros e aos donos de comércios e
industrias com a justa liberação de produtos controlados pelo estado, como
gasolina, querosene, açucar e farinha de trigo.
Exerceu as funções de presidente regional do Partido Social
Progressista desde a sua criação até o ano de 1955, tendo colaborado ativamente
para a eleição dos prefeitos Pedro Borges da Silva, Pedro Pedrosa e Mauro Abas
Casseb. A partir de 1960 afastou-se definitivamente da política dedicando-se unicamente
à sua clinica e à prestação de serviços de saúde publica, desejo este manifestado desde o
lançamento da idéia de uma Santa Casa em Nhandeara durante as comemorações da
sua posse como primeiro prefeito municipal, sonho este que veio a realizar-se com
a instalação do Hospital Paroquial sob administração do Cônego Domingos
Planillo Gracia.
Em 18 de Fevereiro de 1948 assumiu a função de medico sanitarista no
recém criado Posto de Assistência Medica Sanitária de Nhandeara tendo exercido
esta função até 12 de Março de 1955 quando foi transferido, por questões
políticas, para o PAMS de Uchôa.
Em 1961 retornou ao serviço estadual de saúde na cidade de Gastão
Vidigal e em 1962 assumiu o cargo de médico do Serviço Pré Natal do Posto de
Puericultura de Nhandeara onde permaneceu até o ano de 1976.
Durante sua vida profissional de médico clinico e sanitarista,
destacou-se na pratica da ginecologia e da obstetrícia cuidando de parturientes
e de centenas de nhandearenses que nasceram sob seus cuidados; participou da campanha contra a febre amarela em 1944 e também foi
zeloso no controle da lepra e da tuberculose; combateu a zoonose de forma
eficaz e a maleita que por diversos períodos se fez presente na população.
Participou ativamente das diversas campanhas para erradicação da varíola e da poliomielite
com grande destaque, sendo seu trabalho reconhecido e elogiado pela Delegacia Regional de Saúde
de São Jose do Rio Preto.
Participou de varias Jornadas Medicas procurando sempre aprimorar seus
conhecimentos em prol da comunidade nhandearense e das cidades vizinhas.
Na área social, foi um dos fundadores do Nhandeara Esporte Clube tendo presidido a sessão inaugural realizada em 05 de Setembro de 1945 . Foi sua a sugestão do nome ao clube assim como as cores preta e
amarela tendo como origem as cores aurinegras do Sport
Club Ypiranga da Bahia, tradicional clube popular de Salvador. Foi também um
dos que lutaram junto com Jesualdo de Oliveira e Cândido Basileu Estrella para a instalação do Consorcio de Menores, entidade sem fins
lucrativos destinada ao amparo dos menores abandonados, então pleiteado por
diversas cidades da região.
Recebeu em 03 de Agosto de 1968 o título de Cidadão Prestante e
Benemérito de Nhandeara, conferido pela Câmara de Vereadores. Em 1970 foi consagrado
em pesquisa popular de preferência e simpatia publica.
Após trinta e sete anos de trabalho e dedicação à comunidade
nhandearense, enfermo, faleceu no dia 03 de Maio de 1976, na cidade de
São José do Rio Preto, aos sessenta e dois anos de idade.
Em homenagens póstumas, na gestão do prefeito Adilson Carlos dos Reis, o nome do doutor Adherbal Villalva Ribeiro foi
atribuído à antiga Rua 24 de Outubro onde sempre exerceu sua clinica e manteve residência e na gestão do prefeito Dr. Ozinio Odilon da Silveira seu nome foi homologado como patrono do Centro de Saúde do Distrito de Ida
Iolanda, cuja população sempre teve dele especial zelo e atenção.

60 comentários:
Tive o prazer de conviver com esse tio adorado, lembro da paciencia que ele tinha em conversar com os sobrinhos, das brincadeiras com os pequenos, no tratamento das crianças como seres humanos. Lembro também de "forçar" eu e meu primo Paulo a tomar, em todas as minhas férias em Nhandeara, o famoso vermífugo verde gelatinoso. Ajudei a engessar braço de paciente... enfim, tempo bom e feliz !
Gostei muito do texto, é uma merecida homenagem apesar de sabermos que foi e representou muito mais do que está escrito. De qualquer forma é uma lembrança carinhosa de meu padrinho.
Gosto muito de conhecer a história dos meus antecedentes e não conhecia a história de vida do vô Adherbal.
Parabens pela linda homenagem a tio Adherbal, tão querido, amoroso, e bem humorado, que está nas nossas lembranças felizes, dos dias que passamos com voces nos idos de 1972, juntamente com a querida tia Emilia, primos e amigos.
Muito bonita a história do meu avô. Não conseguirei cumprir nem metade das suas boas ações na minha existencia.
....uma viagem no tempo! Feliz e especial aquele que deixa uma história de realizações para encher de orgulho os seus descendentes! Muitos vivas ao tio Adherbal !!!!
Que sua energia luminosa esteja brilhando na eternidade!
Excelente resumo. Só faltou constar na biografia que era meu padrinho, nas melhores tradições de Serrinha. Com alegria e orgulho estamos juntos nas comemorações do centenário.
Adorei ler sobre seu pai, Paulo. Voce fala tanto sobre ele e tanto com amor, que algumas coisas de sua vida eu já sabia. Formou-se muito cedo, foi médico dois terços da vida e morreu cedo demais - isso não sabia.Mas, sem duvida, o que imagino é o quanto voce fica feliz e honrado de ser filho desse pai e fico feliz e honrada com voce.
Muito bacana saber a historia de vida das pessoas que temos na lembrança. Quando criança ele me chamava de Pingo e a Aninha de Vento porque a gente era pequenininha.....muito bom!
Conheci bem o Dr. Adherbal e a Dona Emília...eu brincava muito com o Pérgio e o PercivalTive a honra de visitá-lo em Nhandeara nos anos 70,entregando a ele meu convite de formatura médica.Ficou feliz e emocionado como se eu fosse um filho!Saudades de um tempo e de uma pessoa de grande valor humano...o Dr. Adherbal!
Muito interessante saber sobre a vida dele e tudo o que fez pela nossa cidade; foi um grande homem e lutou muito para a prosperidade de Nhandeara.
Meus sinceros cumprimentos pela homenagem ao Dr. Adherbal perpetuando no tempo homens e suas familias que colaboraram para que chegassemos no desenvolvimento atual. Não tive a oportunidade de conhece-lo mas fico honrado pelo exemplo de trabalho e dedicação em época tão difícil por ocasião dos fatos.
Muitas lembranças do meu tio Adherbal que viveu intensamente com e pela medicina em todos os aspectos, principalmente o social.
Fiquei muito feliz com a homenagem em comemoração ao centenário de nascimento do tão amado e saudoso tio Adherbal. Foi realmente um presente para nossos corações, pois sempre nos lembramos da alegria dele e de tia Emilia quando nos receberam em sua casa com tanto carinho.
Trata-se de uma merecida homenagem ao Dr. Adherbal. Meus pais vieram de Macaubal para Nhandeara em 1957 e eu sai para estudar fora no inicio de 1968. Mesmo assim, tive o privilégio de conhece-lo e te-lo em conta de um profissional admirável, dessas criaturas que viveram à frente de seu tempo. Os Nhandearenses e os cidadãos de outros tantos municipios vizinhos, que foram seus contemporâneos, tiveram nele um exemplo de probidade na vida publica e de responsabilidade social e profissional, atributos sobre os quais tanto se fala hoje em dia, porem tão escassos. Dai gostaria de enfatizar a importância e oportunidade desta iniciativa que esperamos, se desdobre em novas e longas paginas.
O que seria de nós sem nossos antepassados? Família é a base de tudo e muito bonita a sua homenagem. Parabéns pela iniciativa e continue nos brindando com estas histórias que são um exemplo para todos.
Obrigado Nidia. Recordar é viver !
Morei na cidade de Nhandeara até 1949 e, por cocidência, eu e minha família durante todo
esse tempo, como vizinhos do Dr. Adherbal. Posso afirmar que ele sempre foi uma pessoa atuante.
Lembro-me que aprendi a cantar o Hino de Nhandeara numa das festas que ele fazia em frente a
sua casa (no jardim). No final das festas, ele fazia questão que todos cantassem o Hino. Tempo
bom aquele. Ainda me lembro muito do Percival e do Pérgio que eram muito crianças.
horacioanciaes@hotmail.com
Oi Paulo! Que prazer ler esta linda estória, também nascinas mãos do seu pai, em um sábado, ao meio dia em que ele estava em um casamento, porem não deixou que eu esperasse muitopara nascer, pois os partos eram deficílimos. Cresci admirando esse grande ser e toda sua familia, alem de nosso médico tinhamos também uma grande amizade inabalável. Como admirava todos voces. Sua mãe sempre elegante e ativa. O Percival e o Pergio ainda garotos.
Meu pai era seu amigo e eu frequentava sua casa com meu pai. Fez o meu parto. Uma grande figura humana.
Nas minhas ferias eu e meu irmão Edson estavamos hospedados na casa do Dr. Adherbal e me lembro que de madrugada houve uma chamada para fazer um parto em um sitio. Ele levantou, pegou uma maleta e saiu quietinho montando em um cavalo trazido arreado pelo cliente. Grande figura humana o Dr. Adherbal.
Bom dia, doutor Adherbal! Onde quer que esteja!Bom dia!
E, certamente, está muito bem e em luz! Afinal, a sua luz natural e os seus indiscutíveis dons da medicina que exercia, iluminou os caminhos, entradas e chegadas de tantas pessoas a este nosso vasto mundo!
Que nhandearense não foi atendido pelo doutor Adherbal enquanto exerceu o seu trabalho?
Quanta confiança lhe era depositada!inclusive e, especialmente, minha mãe Hermelinda, meu pai João Caetano, meus avós Maria e Silvestre, além de todos os meus irmãos.
Suas orientações foram preciosas, muito preciosas!!!
Dr Adherbal se confunde, se entrelaça e se traduz em toda a história de Nhandeara!
Um doutor, pessoa especial que ainda hoje, agora e, através desse instrumento tão tecnológico, continua exercendo a sua medicina!!!!Uma medicina (mesmo que seja em tempo de consulta rápida), mas o faz e "passa a receita" e diz o remédio: nada mais do que a alegria de reencontro entre amigos! Ao ler a "bula" está: reencontrar amigos, festejar a vida, voltar às lembranças mais festivas... Na receita diz: uma dose sempre que o coração pedir!
Obrigada! Luz e Paz!
Paulo, eu li seu artigo sobre o seu pai e sua mãe. Parece que o seu pai estava muito realizado em relação ao seu trabalho em obstetrícia / ginecologia e serviço à comunidade. Eu também sou um médico que trabalha no tratamento da dor em uma clínica em Springfield, Missouri (USA). Eu entendo a vida de um médico. Eu li também que o pai de sua mãe foi um médico italiano.
Foi um bom médico, tinha um bom coração.
O Dr. Adherbal era uma pessoa fantástica. Um sábio. E a sua esposa Dona Emilia, lindíssima.Tenho muito carinho por vocês. Minha mãe a Dona Judith que trabalhava no Correio de Nhandeara e meu pai o Pedro Papandré.Hoje moro em Rio Preto. Voces são todos lindos.
Foi médico de Nhandeara. Conheci .Era um bom médico.
Paulo , nao sei como chegou ate mim esse trabalho sobre seu pai , voltei aos tempos das visitas que fazíamos em Nhandeara com meus pais e meus avos materno , Vitorio Mascaro e Magdalena Sganzerla.
Grande abraço de toda nossa família.
Roberto Mascaro
Eu convivi com o Dr. Adherbal e posso afirmar que foi um dos homens mais sinceros e generosos que tive a oportunidade de ter como amigo. Quanta saudade!
Que bom ter a oportunidade de conhecer a história de sua familia, Paulo, e a importância e prestação publica e social de seu pai. Pena ter partido para uma nova dimensão tão novo!
Que lembranças salutares e com muita saudade.
Além de ser um excelente profissional e médico era um excelente tio ... amoroso, brincalhão e dedicado à construção tambem dos sobrinhos querendo que todos tivessem posturas dignas.
Cuidava da familia toda sempre posicionando como médico. Se distanciando das emoções.
Esse era o tio que admirava. Me dava sempre conselho profissional e quando já com minha adolescência fazia participar dos seus momentos médicos.
Me ensinou muito. Pena que não tive dom para essa área, não que não gostasse mas preferi outra área que era mais forte em mim, a psicologia.
Grandes feitos por Nhandeara. Nós temos muita gratidão por ele!
Que linda biografia Paulo. Parabéns!
Um desbravador e médico no sentido completo da palavra. Lastimável ter ido t~sao cedo. Porém, como dizia o cancioneiro popular "os bons morrem jovens"
Obrigado Paulo por tal contribuição cultural e parabéns por tão belas origens.
Obrigado Paulo pelo esclarecimento tão digno a esta familia maravilhosa!
Voce deve ter muito orgulho desta familia que tanto contribuiu para Nhandeara e região, grande abraço meu amigo de infância!
Seu pai era um sacerdote na medicina. Tinha carinho com os pacientes, principalmente os mais carentes. Atendia independente de receber ou não pela consulta. A maioria dos médicos atuais vêm a medicina como apenas uma profissão rentável.
Muito lindo! Não conhecia sua história! Fui moradora da rua com o seu nome por muito tempo!
Seu pai foi maravilhoso; êle atendia com o mesmo zelo tanto pobre quanto rico. Muitas saudades!
Grande tio Adherbal. Daudades!
Que história linda! Uma alegria ter participafdo pelo menos um pouco desta vivência. Meu avô, Alfredo Alves de Souza, adorava o compadre Adherbal!
Paulo Cesar. Quando eu era menino, cai de uma mangueira e fui levado ao consultório do seu pai. Ele precisou dar pontos na minha cabeça e pelo que me lembro, era um tipo diferente (de lata). Ele foi muito gentil e cuidadoso comigo e essa conduta contribuiu para a realização dos trabalhos. Tenho, portanto, uma lembrança carinhosa de seu pai.
"Um povo sem história é um povo sem memória".
Parabéns Paulo!
Inesquecível ... amoroso ... dedicado aos menos favorecidos ... abençoado.
Parabéns Paulo! Exemplo de pai e um excelente médico ... e muito humano!
Que história linda da sua familia!
Inesquecível!
Beleza. Paulo ... Dr. Adherbal deixa um grande legado como exemplo de tenacidade e disposição ao próximo!
Parabens Paulo pelo pai maravilhoso que você teve...DR. ADHERBAL ... Imagino que não tenha um Nhandearense com cinquenta anos pra mais que nunca tenha precisado dos serviços médicos desse ser humano maravilhoso e de um coração enorme que tratava todos com muito carinho. E com uma ressalva ... tendo dinheiro ou não, ele não fazia distinção entre rico e pobre, visitava seus pacientes com tamanho carinho que para ele não tinha obstáculo que o impedisse, chuva, sol, dia, noite, e tudo isso sem cobrar nenhum centavo dos menos favorecidos.
Conheci muito bem essa parte da história desse grande médico.
Infelizmente êle foi embora muito cedo, para nós só restou aceitar a vontade de Deus!
Emocionei-me com a leitura desse texto! MÉDICO HUMANITÁRIO!
Quantas recordações, tio Adherbal, tia Emilia, os meninos, Nhandeara ...
Paulo, muito obrigado!
Paulo, seus pais eram encantadores, mantenho viva a lembrança deles. Lembro que certa tarde eu estava tirando água do poço, o sarilho escapou da minha mão e bateu direto na minha cabeça, jorrou sangue para todo lado. Restou somente atravessar a rua e ser atendido com seis pontos na cabeça pelo genial Dr. Adherbal, mas antes a tradicional piadinha proferida pelo médico dos pobres. Hoje estamos carentes de profissionais generosos do gabarito do saudoso e querido Dr. Adherbal.
Meu amado e saudoso avô, saudade dos seus espaços, da sua presença em cada laço, do berimbau pendurado na parede, do seu peso de caveira segurando os papéis, das suas canecas de cerveja, da sua poltrona na sala. Só não vi, mas conheci sua pessoa e tenho saudade de alguem que não olhei nos olhos mas que, com certeza me olhou de cima de sua maturidade, me segurando ainda criança, e com orgulho me deu a melhor herança, a honra de levar seu nome, o qual para muitos significava esperança. Saudade, muita saudade desse avô, que formou parte da minha história e compôs a musica da minha vida. E me deu parte dele. Obrigado meu avô.
Paulo, até hoje tenho uma cicatriz na região do tornozelo direito, de 5 cm, que foi de uma pedrada que levei do aluno José Pereira e cortou-me, estava no quarto ano do grupo escolar e seu pai foi quem fez a sutura ... com agrafe, uma latinha usada na época para aproximar as bordas da ferida ... pois foi o Dr. Aherbal que me suturou. Viu como os médicos conseguem ser lembrados?
Paulo.
Nesta época de Páscoa me reporto aos tempos de criança quando esta era a data mais feliz! Lembrada muito mais que Natal e Papai Noel, na velha Nhandeara!
Motivo: A farra que tio Adherbal fazia conosco nos preparativos para a malhação do Judas.
Observação: Seu pai era primo do meu avô Antonio de Lima Oliveira (Lourinho) mas a gente chamava ele de tio.
Não pensava nos bens materiais,sua vida era apenas voltada para a medicina que praticava com amor, e também para o progresso da cidade que escolheu para viver, poderia ser muito rico na época se cobrasse as consultas, e nunca precisou de exames de laboratório para diagnosticar uma apêndice da minha família ,mandava já para Hospital de Mirassol para cirurgia.
Queria muito ter convivido com sua pessoa e não somente com sua ausência, seu espaço vazio, seus instrumentos, poltrona, suas histórias. Contudo, talvez por ter levado seu nome, por muitos fui indagado se era seu Neto, e o Neto cresceu ouvindo quão bom ele foi. Orgulhoso me sinto meu avô Adherbal.
Lembrança marcante do Dr. Adherbal, mesmo sendo muito criança... quando eu tinha 4 ou 5 anos, minha mãe esvaziou uma gaveta de papéis antigos, colocou tudo numa caixa de sapato e pediu que eu jogasse num fogão à lenha aceso no fundo de casa. Só que ela não percebeu que junto à papelada tinha um envelope com algumas balas de revolver calibre 22 do meu avô. Enfim, quando nas chamas explodiram... me recordo de ter escutado vários estampidos partindo do fogão e um deles a cápsula do projétil cravou no meu braço. Com o barulho dos disparos e em seguida o choreiro, minha mãe chegou segundos depois, viu o estrago feito e correndo me levou ao consultório do Dr. Adherbal que muito habilmente tirou a cápsula alojada no interior do meu braço para o alívio de todos. Mas ele me atendeu muitas outras vezes por problemas menores. Me recordo também de um spray gelado (crioterapia) que ele usou para eliminar bichos geográficos dos meus pés. Este me recordo de ter sentido muito mais que o disparo no braço.
Grande e saudoso Dr. Adherbal, sempre socorrendo os adultos e crianças nhandearenses!!!
Uma vez deixei agulha na cama enquanto costurava roupas de bonecas e a mesma entrou no ombro de minha tia. Ai o Dr Aderbal me deu um monte de caixinhas para nunca mais isso se repetir. Rsss. Adorava conversar com ele.
Eu acredito que em Nhandeara não exista uma pessoa ou alguém da família que um dia não tenha precisado dos serviços médicos do Dr. Aderbal, e ele com certeza prontamente o atendeu, e quando o paciente não tinha condições de ir ao consultório, na maioria das vezes por falta de transporte então ele ia até a casa do paciente, muitas vezes ia até de charrete, e quase nunca cobrava nada pela consulta, nem pelo transporte e ainda levava uma malinha cheia de amostra grátis para deixar para o paciente, ele conhecia as necessidades de todos moradores de Nhandeara, os menos favorecidos. E não tinha dia e nem hora, estava sempre pronto para atender quem precisasse, e qualquer um, independente da classe social da pessoa...
Mas infelizmente ele teve que partir . Deus decidiu levá-lo muito cedo, mas tambem não adianta questionarmos , porque o nosso tempo não é o tempo de Deus, ele deve estar muito bem descansando ao lado do Pai. 👏👏
Por volta de 1953 meus pais moravam no sitio, onde sempre aparecia algum cachorro louco, muito comum naqueles tempos. Meu pai, Orlando Manzatto, tinha uma arma de fogo, uma carabina, e resolveu ensinar minha mãe a atirar. Pegou a arma e puxou o gatilho para fazer a demonstração,e a trava saiu para trás fazendo um grande rasgo no seu rosto, perdendo muito sangue. Um empregado foi buscar o Dr. Adherbal que acudiu prontamente, costurando o rosto do meu pai, ali mesmo, sem anestesia. Não houve infecção e com o passar do tempo a cicatriz ficou quase imperceptível.
Quando ainda criança (anos 40), tive catapora com febre altíssima. Minha mãe me deu banho para baixar a febre que estava em torno de 40 graus. Ja me davam como desenganado, à beira da morte. Quem me salvou foi o Dr. Adherbal.
Nesta época de Páscoa me reporto aos tempos de criança quando esta era a data mais feliz! Lembrada muito mais que o Natal e Papai Noel na velha Nhandeara! Motivo: a farra que tio Adherbal fazia conosco nos preparativos para a malhação do Judas.
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