Não tive a alegria de ter meu pai na minha formatura de engenheiro mecânico, nem no meu casamento, nem no nascimento dos meus filhos e nas horas difíceis ao longo da vida adulta, cujos sábios conselhos me teriam feito trilhar diferentes caminhos. Faleceu com sessenta e dois anos e naquele dia muito triste, quando minha alma era vazia de esperanças e cheia de lágrimas, pedi a Deus que me concedesse ao menos o mesmo tempo da sua existência, muita paciência e um pouco de sabedoria para poder, através da escrita, resumir a essência da sua vida laboriosa e proba, fiel aos princípios que o nortearam desde tenra idade e do juramento à ciência de Hipócrates.
Neste ano especial quando se completa cem anos do seu nascimento e se aproxima a prescrita marca tornou-se imperioso da minha parte, cônscio de ser o ultimo guardião das caixas de papelão que arrastei por quase quatro décadas cheias de papeis amarelados pelo tempo, digitalizar a história e contar a estória ali contida para que as gerações futuras possam se orgulhar, abalizar e compreender que da fama nada se leva mas da luta contra as armadilhas da maldade e da aviltez, do trabalho abnegado e da honestidade, muito se deixa.
O tempo é curto, o trabalho é longo, espero conseguir !
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